Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou em suas plataformas digitais um incidente no qual foi alvo de uma ameaça de morte proferida por uma colaboradora de uma empresa aérea. O episódio teve lugar em um terminal aeroportuário de São Paulo na manhã da última segunda-feira (18).

Conforme o relato de Dino, a funcionária inicialmente expressou a um agente da polícia judicial seu desejo de “xingá-lo”. Contudo, logo depois, ela emendou a frase, afirmando que seria “melhor matar do que xingar”.

“Há pouco, uma funcionária de uma companhia aérea, ao verificar um cartão de embarque com meu nome, comunicou a um oficial da polícia judicial sua intenção de me ofender verbalmente”, detalhou Dino. “Posteriormente, ela se corrigiu, declarando que ‘seria preferível matar a xingar’. Visto que não a conheço e ela não me conhece, é evidente que tais declarações são motivadas por minha atuação no STF”, acrescentou o ministro.

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O magistrado aproveitou a ocasião para fazer um chamado às empresas, solicitando a implementação de campanhas de conscientização cívica, especialmente com a aproximação das eleições de outubro.

“Todos possuem suas convicções, suas preferências e seu direito ao voto individual. No entanto, nenhum cidadão deve temer ser agredido por um colaborador de uma empresa ao utilizar um serviço ou adquirir um produto”, pontuou. “Embora possa ter sido um episódio isolado, a proximidade do calendário eleitoral sugere que talvez não seja. Portanto, é prudente agir preventivamente”, concluiu o ministro.

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Repercussão no STF

Por meio de um comunicado oficial à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou sua veemente condenação à ameaça direcionada a Dino.

Fachin expressou sua solidariedade ao colega magistrado, enfatizando que a pluralidade de ideias não deve, em hipótese alguma, dar margem para sentimentos de ódio, atos de violência ou agressões de cunho pessoal.

“É imperativo reafirmar os princípios da civilidade, da tolerância e da harmonia social. O Brasil necessita de serenidade, de um senso de espírito público e de um comprometimento democrático, a fim de que as distinções possam coexistir dentro das fronteiras do respeito recíproco e da dignidade inerente a todo ser humano”, declarou Fachin.

Ao ser contatada pela Agência Brasil, a assessoria de comunicação do ministro não divulgou informações adicionais sobre o incidente.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil