O Instituto Nacional do Seguro Social garante a isenção de carência do INSS para segurados diagnosticados com 18 condições graves de saúde, permitindo o acesso imediato aos benefícios por incapacidade temporária ou permanente sem a necessidade de cumprir o tempo mínimo de contribuição previdenciária.

A lista oficial de enfermidades foi atualizada por meio de portaria publicada em julho deste ano para incluir a gestação de alto risco entre os quadros isentos. Com a mudança, o rol busca resguardar os trabalhadores que enfrentam emergências médicas súbitas ou problemas de saúde de alta complexidade.

Confira a lista completa de condições de saúde isentas

Atualmente, as seguintes enfermidades e afecções garantem a dispensa do período de carência junto ao órgão previdenciário:

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  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Transtorno mental grave com alienação mental;
  • Neoplasia maligna;
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondilite anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
  • Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);
  • Contaminação por radiação comprovada por medicina especializada;
  • Hepatopatia grave;
  • Esclerose múltipla;
  • Acidente vascular encefálico (agudo);
  • Abdome agudo cirúrgico;
  • Gestação de alto risco.

Exigências técnicas e comprovação médica

Para conseguir a liberação do pagamento sem o tempo prévio de contribuição, a concessão exige laudos médicos detalhados. O INSS esclarece que não basta apresentar o diagnóstico da doença; é fundamental comprovar a incapacidade laborativa por meio de perícia e documentação técnica oficial.

Além disso, o quadro clínico precisa apresentar uma evolução aguda, caracterizada pelo surgimento repentino da afecção, desconsiderando episódios agudos de doenças crônicas. O critério de gravidade exige ainda o risco iminente de morte ou perda funcional que requisite intervenção cirúrgica ou médica imediata.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil