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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (20) dar início a uma investigação para averiguar a utilização de comandos de inteligência artificial (prompts) com o objetivo de fraudar o sistema eletrônico de submissão de petições da corte.
Por determinação do presidente do STJ, Herman Benjamin, foram abertos um inquérito policial e um processo administrativo interno para investigar as supostas tentativas de fraude, que estariam sendo praticadas por advogados e bancas jurídicas.
Esta ação foi desencadeada depois que a equipe técnica do tribunal detectou a inserção de petições contendo "prompt injection", uma técnica empregada para ludibriar modelos de IA e conceder vantagens indevidas a partes envolvidas no trâmite eletrônico de ações judiciais.
Tais comandos disfarçados são introduzidos nos documentos protocolados na tentativa de obrigar o sistema de inteligência artificial a desconsiderar os critérios de filtragem que, por exemplo, bloqueiam a aceitação de um documento desprovido dos requisitos fundamentais para sua admissão.
Conforme informações do STJ, o sistema da corte já possui mecanismos de segurança para coibir a aplicação desses prompts, impedindo que tais instruções sejam processadas pela plataforma responsável pelo recebimento das petições.
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