O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou forte crítica nesta sexta-feira (22), durante sua participação no programa Sem Censura da TV Brasil, às tentativas de parlamentares de instituir um período de transição para a implementação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim do regime 6x1, que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

"Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário", declarou o presidente. Ele ponderou, no entanto, que "obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então temos que negociar", reconhecendo a necessidade de diálogo no processo legislativo.

Lula informou que uma reunião está agendada para o início da próxima semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para avaliar o cenário de votação da proposta.

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A comissão especial na Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema adiou a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), para a próxima segunda-feira (25).

A votação no colegiado está prevista para a quarta-feira (27), com a análise em plenário esperada para o final da semana. Além de diminuir a carga horária semanal, a PEC visa eliminar a escala 6x1, estabelecendo no máximo a escala 5x2, que garante pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado.

Para o presidente, é fundamental que o texto seja votado e que aqueles que se opõem à medida assumam publicamente sua posição.

"Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano, aí é brincar de fazer redução. Está aí o projeto de lei, vota contra quem quiser, mas vamos mostrar para o povo quem é quem nesse país. O dado concreto é que será um benefício para a saúde, para a educação", enfatizou Lula, rebatendo a ideia de uma implementação lenta e gradual.

Na mesma entrevista, o presidente abordou outros temas, como o empenho do governo em controlar os preços dos combustíveis no país, defendendo uma fiscalização pública rigorosa contra reajustes abusivos.

Lula também fez um apelo para que o Senado agilize a votação da PEC da Segurança Pública e prometeu vetar o projeto de lei que autoriza o envio de mensagens em massa durante as eleições.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil