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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (19), no Palácio da Alvorada, que o governo federal estuda alterações no Programa Move Brasil para elevar a adesão de bancos privados à iniciativa. A meta da equipe econômica é aprimorar o repasse de crédito a motoristas de aplicativo e taxistas por meio da integração de dados de renda com as plataformas operadoras.
Em vigor desde julho, a política pública garante financiamentos com taxas reduzidas para aquisição de veículos de até R$ 150 mil. O benefício abrange a compra de carros novos, seminovos, motocicletas e bicicletas destinadas ao transporte e entregas no cotidiano profissional.
Baixa adesão de bancos privados
De acordo com Durigan, instituições públicas como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal lideram as concessões. Em contrapartida, as redes bancárias privadas demonstram menor interesse, mesmo diante das garantias oferecidas pela União para mitigar riscos de inadimplência.
Para reverter esse cenário, a equipe econômica pretende testar novos modelos de compartilhamento de informações. A estratégia visa permitir que o sistema bancário acesse dados consolidados do faturamento dos profissionais diretamente das empresas de tecnologia para agilizar a liberação dos recursos.
Relações internacionais e Lei de Reciprocidade
Além da agenda de crédito, a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou das respostas brasileiras às recentes barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, que fixaram tarifas de 37,5% sobre determinados produtos nacionais.
O governo iniciou avaliações técnicas amparadas pela Lei 15.122/2025, conhecida como Lei da Reciprocidade Econômica. O mecanismo possibilita retaliações proporcionais contra taxas unilaterais de outros países. No entanto, o Ministério da Fazenda reforçou que priorizará o diálogo diplomático direto com a gestão norte-americana.
Como alternativa complementar para amortecer o impacto do protecionismo internacional, o Palácio do Planalto estuda expandir o regime de drawback dentro do programa Brasil Soberano, suspendendo ou reduzindo impostos sobre insumos importados utilizados pela indústria exportadora nacional.
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