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Após aproximadamente seis horas de deliberações, o julgamento referente ao homicídio do jovem Henry Borel Medeiros foi interrompido e terá continuidade nesta terça-feira (26), perante o Tribunal do Júri na cidade do Rio de Janeiro. A primeira etapa do processo foi caracterizada por debates de natureza técnica e requerimentos formulados pela defesa.
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido popularmente como Dr. Jairinho e padrasto da criança de 4 anos, chegou a solicitar a substituição de seus advogados, uma ação que poderia resultar em um novo adiamento do processo judicial, porém, recuou dessa tática.
Jairinho e Monique Medeiros, genitora da criança, enfrentam acusações pela morte do garoto, ocorrida em 2021, supostamente após uma sequência de agressões. Naquele período, o Dr. Jairinho exercia o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em seu quinto mandato.
O acusado optou por reconsiderar sua decisão, uma vez que um novo atraso no julgamento implicaria em sua transferência para a penitenciária Bangu 1, uma instalação de segurança máxima e considerada mais severa, onde geralmente são mantidos líderes de facções criminosas, frequentemente em regime de isolamento.
Atualmente, Dr. Jairinho encontra-se detido em Bangu 8, uma unidade prisional de menor rigidez, que habitualmente abriga detentos com formação universitária.
Para esta terça-feira, estão agendados os testemunhos de três indivíduos indicados pela acusação, entre eles dois delegados e um perito médico-legista. Segundo informaram os porta-vozes da defesa e da acusação, a previsão é que o processo judicial se estenda por um período de cinco a sete dias.
Denúncia
Conforme o teor da denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho teria agredido fatalmente o garoto Henry, ao passo que a mãe, Monique Medeiros, teria se omitido, resultando no óbito da criança.
Segundo o Ministério Público, em três outras datas no mês de fevereiro de 2021, Jairo já havia infligido ao menino sofrimento físico e psicológico, utilizando-se de violência.
Jairo é imputado por homicídio qualificado, caracterizado pelo emprego de meio cruel que impediu qualquer defesa da vítima, além das três sessões de tortura alegadamente perpetradas contra a criança.
Monique, por sua vez, é responsabilizada por homicídio qualificado por omissão, impulsionado por motivo torpe e com o uso de recurso que impossibilitou a capacidade de defesa da vítima.
*Com a colaboração de Vladimir Platonow, repórter da TV Brasil
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