A prévia da inflação oficial do país registrou taxa de 0,06% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apontou uma desaceleração em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente pelo recuo nos preços dos alimentos para consumo no domicílio.

Alimentos pressionam índice para baixo

O grupo de alimentação e bebidas teve deflação de 0,66% entre junho e julho, amenizando o índice geral. A redução foi puxada pela alimentação no domicílio, que ficou 1,14% mais barata devido ao alívio no valor do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Em contrapartida, comer fora de casa subiu 0,55%.

Habitação e energia elétrica sobem

Por outro lado, o segmento de habitação teve o maior impacto positivo na inflação, com avanço de 0,97%. O resultado decorre das altas de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% nas tarifas de água e esgoto cobradas no país.

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Outros quatro grupos apresentaram alta em julho: saúde e cuidados pessoais (0,28%), artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%) e despesas pessoais (0,08%). Em sentido oposto, vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%) registraram queda de preços.

Acumulado do ano e coleta

Com o dado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% no período de 12 meses. O número de julho ficou abaixo dos 0,41% de junho e dos 0,33% apurados em julho anterior. Os preços foram pesquisados pelo órgão entre 17 de junho e 15 de julho.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil