A Polícia Federal (PF) informou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que as informações extraídas do celular de Vorcaro estão totalmente preservadas sob a guarda da corporação, garantindo que há condições técnicas de repassar o conteúdo aos magistrados da Corte.

Segundo a instituição, o aparelho original e todo o material periciado seguem com lacres intactos e com os devidos mecanismos de verificação de integridade digital. A manifestação atende a uma demanda enviada por Fachin na noite de sábado (12), questionando a custódia das provas.

O questionamento do presidente do STF ocorreu após o relator do caso do Banco Master, ministro André Mendonça, negar a liberação do acervo. Mendonça argumentou que possui apenas uma cópia de segurança lacrada em seu gabinete, a qual só seria acionada em caso de extravio do original mantido pela PF.

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Pedidos de acesso e posição da PGR

Diante do impasse, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já solicitaram oficialmente o acesso às provas. A corporação ressaltou que já forneceu cópia dos dados ao gabinete de Mendonça e pode estender o envio aos demais ministros que solicitarem.

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou a necessidade de compartilhamento integral das mídias antes da sessão de julgamento marcada para terça-feira (15). O procurador-geral Paulo Gonet sustentou que a assimetria no acesso aos dados compromete a colegialidade do STF.

Liberação parcial de sigilo

Embora Edson Fachin tenha determinado o fim do sigilo das investigações sobre o Banco Master, a decisão de André Mendonça restringiu o acesso ao conteúdo do telefone. Para a PGR, a falta de equidade informativa impede que todos os ministros analisem o processo em igualdade de condições.

FONTE/CRÉDITOS: Marcelo Brandão – repórter da Agência Brasil