O Ministério da Educação publicou novas diretrizes que garantem aos profissionais em residência médica e multiprofissional o direito de participar de mestrados, doutorados e projetos de pesquisa. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12).

A determinação passa a valer em 30 dias. O texto estabelece que as atividades acadêmicas extras não podem gerar conflitos com a carga horária obrigatória e a rotina assistencial nas unidades de saúde.

A regulamentação faz parte da resolução nº 2/2026, elaborada pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do MEC. No total, a norma contempla 13 tipos de ofertas educacionais permitidas.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Entre as opções liberadas estão cursos de curta duração, vivências práticas no Sistema Único de Saúde (SUS) e atuação em instâncias de controle social. O intuito é promover a qualificação técnica e o atendimento integrado à população.

Auxílio financeiro e regras de acúmulo

O texto normativo também define diretrizes claras para o recebimento cumulativo de bolsas de pesquisa, ensino e extensão. O MEC reforça que o apoio financeiro precisa manter compatibilidade direta com os propósitos da formação.

Aproveitamento acadêmico

A Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) será responsável por analisar e autorizar previamente a validação das atividades externas. O aproveitamento máximo permitido é de 240 horas anuais dentro do programa.

Impedimentos e sanções administrativas

Apesar da flexibilização, continua proibido acumular empregos que prejudiquem a dedicação exigida pela residência. Os benefícios financeiros concedidos não geram vínculo empregatício sob hipótese alguma.

O descumprimento das normas estabelecidas pode resultar em penalidades administrativas severas, incluindo a perda imediata dos auxílios financeiros recebidos.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil