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O setor industrial brasileiro está em alerta devido à proposta do governo dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos nacionais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), sua apreensão com a iniciativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A entidade sindical defendeu a importância de fortalecer o diálogo entre as duas nações para prevenir prejuízos econômicos. Conforme a CNI, a eventual aplicação dessa medida poderia impactar negativamente as cadeias produtivas que integram Brasil e Estados Unidos, pondo em risco uma parceria comercial desenvolvida ao longo de muitas décadas.
Relação
Para a CNI, a colaboração econômica entre os dois países possui um caráter estratégico, gerando benefícios tanto para empresas quanto para consumidores em ambas as nações. A confederação avalia que a imposição de novas barreiras tarifárias tem o potencial de causar efeitos adversos não apenas à indústria brasileira, mas também ao próprio mercado norte-americano.
“Este momento exige um intenso diálogo e uma análise técnica aprofundada. De nossa parte, estamos totalmente preparados para colaborar com as negociações”, declarou o presidente da CNI, Ricardo Alban, por meio de uma nota.
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Exportações
Dados compilados pela entidade revelam que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos registraram uma retração em 2025.
O volume de vendas do setor totalizou US$ 30,2 bilhões no ano anterior, representando uma redução de 4,2% em comparação com 2024.
Entre os quinze segmentos exportadores mais relevantes da indústria de transformação, nove apresentaram diminuição nos embarques destinados ao mercado norte-americano. As maiores quedas foram observadas nos setores de produtos de metal (31,6%), madeira (20%), celulose e papel (19,9%) e veículos automotores (17,6%).
Na perspectiva da CNI, a aplicação de uma tarifa extra tem o potencial de agravar as adversidades enfrentadas por esses setores e diminuir ainda mais a capacidade competitiva dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.
Próximos passos
A deliberação sobre a proposta deve prosseguir nas próximas semanas. O USTR programou para 6 de julho uma audiência pública com o objetivo de debater a medida e colher contribuições de empresas, associações e governos interessados.
A CNI considera que esta consulta pública representa uma ocasião valiosa para o Brasil apresentar dados técnicos e argumentos sólidos em defesa da manutenção do intercâmbio comercial entre as duas nações.
Diálogo
A entidade informou que continuará monitorando o assunto e atuando em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.
O principal objetivo, conforme a CNI, é buscar soluções negociadas que garantam a preservação da parceria econômica bilateral e evitem a implementação de medidas que possam impactar investimentos, geração de empregos e o comércio entre as duas maiores economias das Américas.
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