A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) posicionou-se contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (13). Segundo a entidade, retaliações diretas podem prejudicar o ambiente de negócios e elevar os custos das empresas brasileiras.

A manifestação ocorre após o governo federal dar início a uma avaliação formal para verificar se as medidas adotadas por Washington justificam contramedidas legais. Contudo, a abertura desse processo não implica a aplicação imediata de tarifas retaliatórias, funcionando apenas como uma etapa preparatória de análise técnica.

Aposta na via diplomática

Para conter o avanço das tensões, a organização defende o fortalecimento das negociações de alto nível entre os dois governos. Em recente levantamento realizado pela instituição, 90,5% das empresas consultadas defenderam o diálogo diplomático, enquanto somente 3,2% apoiaram a imposição de medidas de reciprocidade.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Em nota oficial, a Amcham alertou que sanções de retaliação trazem o risco de elevar preços para o consumidor final, desestruturar cadeias produtivas e fechar canais de negociação com o parceiro norte-americano, dificultando um acordo comercial.

Consulta ao setor privado

Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro ouvirá lideranças do setor privado antes de qualquer tomada de decisão definitiva sobre a retaliação comercial.

Composta por organizações brasileiras e norte-americanas, a Amcham ressalta a importância de conduzir o cenário com moderação, garantindo a participação do empresariado na construção das soluções econômicas.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - repórter da Agência Brasil