A implementação da criptografia no Discord tornou-se objeto de impasse com a ANPD, que suspendeu preventivamente as transmissões ao vivo após a morte de uma jovem no Mato Grosso do Sul, indicando violação do ECA Digital.

A tecnologia de codificação de ponta a ponta foi adotada mundialmente pela empresa pouco antes da entrada em vigor da legislação brasileira, em março de 2026. O recurso impede a visualização das transmissões por terceiros, incluindo moderadores e funcionários.

Segundo a Superintendência de Fiscalização da ANPD, o modelo compromete a segurança de menores ao inviabilizar auditorias e supervisão parental. A decisão de proibir transmissões busca conter conteúdos violentos e assédio contra adolescentes.

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Investigações e Operação Lívia

As apurações ganharam força após a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça deflagrarem a Operação Lívia. A ação investiga grupos virtuais focados em induzir jovens à automutilação e violência.

A primeira fase da operação cumpriu mandados em cinco estados, resultando na apreensão de cinco adolescentes e na prisão de um adulto. Especialistas alertam para os riscos no acesso simplificado de menores a esses canais.

Aumento de denúncias e posicionamento

Levantamentos da SaferNet Brasil mostram que as queixas contra o aplicativo subiram 54% entre janeiro e julho de 2026. A entidade já analisou milhares de links suspeitos ligados à rede nos últimos anos.

Em nota, a empresa informou que não acessa conversas codificadas, mas colabora com autoridades. Já a ANPD afirma que a plataforma precisa adotar mecanismos substitutivos eficazes para cumprir as leis do país.

Canais de apoio e prevenção

Pessoas com pensamentos de autoextermínio ou sofrimento psíquico podem buscar ajuda gratuita no Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188, além de atendimento em Caps e Unidades Básicas de Saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil