Neste sábado (8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para liberar as visitas a Bolsonaro durante o Dia dos Pais. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão em prisão domiciliar por liderar uma tentativa de golpe de Estado e buscava autorização excepcional.

A determinação de Moraes fundamenta-se em uma decisão anterior do próprio STF, que já havia suspenso qualquer visitação à residência do ex-mandatário, liberando apenas advogados e equipe médica. O bloqueio total foi imposto após o descumprimento contínuo das regras fixadas para o regime domiciliar.

Descumprimento de regras e redes sociais

O estopim para o cancelamento das visitas ocorreu quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições deste ano, divulgou publicamente uma carta manuscrita assinada por Jair Bolsonaro em suas redes sociais.

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Para o relator no STF, a divulgação do documento caracterizou violação direta da proibição de uso das redes sociais, seja de forma individual ou por meio de terceiros. Com isso, o ministro declarou a solicitação da defesa como "prejudicada", reiterando que o bloqueio de visitas permanece restrito e válido.

A defesa do ex-presidente havia solicitado permissão temporária para que os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan pudessem estar com o pai no período da tarde do próximo domingo (9). Os advogados argumentavam que o encontro em caráter excepcional visava tão somente preservar os laços e o convívio familiar.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil