A ocorrência de novas tempestades no Rio Grande do Sul deve manter o estado em alerta até a próxima segunda-feira, com alto risco de inundações em bacias hidrográficas e registros de ventos fortes. O mau tempo, que já provocou a morte de uma criança em Porto Alegre e deixou diversos moradores desabrigados na última sexta-feira (28), continua avançando por várias regiões gaúchas.

Risco de inundações e regiões afetadas

As previsões meteorológicas indicam perigo elevado de transbordamento nos rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai. Além disso, há possibilidade de queda de granizo e rajadas severas nas zonas Central, Oeste, Serra, Nordeste e na Região dos Vales.

A faixa que abrange a Costa Doce, o Litoral Médio e a Região Metropolitana da capital também exige atenção redobrada. Nessas localidades, o volume de precipitação pode ultrapassar 110 mm em apenas 24 horas, acumulando marcas superiores a 250 mm ao longo do período crítico.

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Estragos registrados no estado

Os impactos das chuvas intensas já são sentidos em diversos municípios. Em Porto Alegre, a queda de uma árvore sobre uma residência matou um menino de oito anos e deixou outra pessoa ferida. Enquanto isso, estragos estruturais resultaram no desalojamento e desabrigo de famílias em Pelotas, Santa Cruz do Sul e Quaraí.

Na cidade de Quaraí, os ventos atingiram a marca de 95,5 km/h, danificando os telhados de pelo menos 287 imóveis. Outras localidades gaúchas registraram fortes rajadas ao longo do dia, como Panambi (78,4 km/h), São José dos Ausentes (77 km/h), Viamão (77 km/h) e Machadinho (75,6 km/h).

Os volumes acumulados de água impressionam pela intensidade em curto intervalo. Caçapava do Sul contabilizou 97 mm de chuva, enquanto cidades como Arambaré, Dom Feliciano, Cristal e São Gabriel superaram os 85 mm. Em Pelotas, que já havia enfrentado mais de 100 mm no dia anterior, foram registrados novos 56 mm, com índices semelhantes em Porto Alegre (53,8 mm), Canoas (52 mm) e Bagé (50,8 mm).

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil