A política Nova Indústria Brasil (NIB), iniciativa do governo federal para fomentar a produção nacional, terá um reforço de R$ 140 bilhões até o final de 2026. Com este novo aporte, o programa de apoio à industrialização, iniciado em 2023, acumulará um total de R$ 750 bilhões em investimentos.

A maior parte desse montante, R$ 102,5 bilhões, será proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os R$ 37,5 bilhões restantes virão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência voltada para o fomento à inovação.

O anúncio foi feito durante as celebrações de 74 anos do BNDES, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva e outras autoridades.

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Setores estratégicos beneficiados

Os fundos serão direcionados para áreas cruciais como fertilizantes, maquinário agrícola, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias de dupla aplicação (civil e militar).

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou o papel do banco na reindustrialização do país, afirmando que a indústria voltou a ser o principal setor de financiamento da instituição.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou que o BNDES atua como um catalisador, atraindo investimentos do setor privado, que responde pela maior parte dos aportes em quatro das seis missões estratégicas da NIB.

Durante o evento, foi lançado o Portal Investe Indústria Brasil, uma plataforma de apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para que empresas registrem intenções de investimento e gargalos.

Parcerias e mercado de carbono

Em outra frente, o BNDES e a Petrobras firmaram uma parceria para pesquisa e desenvolvimento em minerais críticos e estratégicos, essenciais para a transição energética. A Petrobras, representada por sua presidente Magda Chambriard, expressou o desejo de liderar o domínio tecnológico nessa área e estabelecer uma cadeia global de suprimentos no Brasil.

Ainda no evento, foram anunciadas as vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa conjunta para compra de créditos de carbono de áreas restauradas na Amazônia. As empresas Systemica, brCarbon e re.green deverão mobilizar R$ 450 milhões em investimentos e gerar milhares de empregos verdes.

E-bikes para entregadores

Um financiamento de R$ 340 milhões foi destinado à Tembici para a aquisição de até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes). Estas serão alugadas a entregadores de plataformas digitais por um custo 25% menor do que o praticado atualmente.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil