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A geração de empregos com carteira assinada no Brasil registrou um saldo positivo de 145.161 postos de trabalho em junho, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (29).
O resultado do mês é fruto de 2.220.131 contratações contra 2.074.970 demissões em todo o país. O Caged acompanha o saldo líquido entre admissões e desligamentos no mercado formal.
Com esse desempenho, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada subiu para 48.032.308, representando uma elevação de 0,30% na comparação com maio. Nos últimos 12 meses, o acúmulo alcança 942.854 vagas criadas.
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram contratações líquidas. O segmento de Serviços se destacou ao abrir 74.514 postos, seguido pela Agropecuária com 22.898 e pelo Comércio com 19.177 vagas. Já a Construção Civil somou 14.136 postos e a Indústria adicionou 4.438 vagas.
Regionalmente, o Sudeste comandou a criação de vagas com 70.383 novos postos (alta de 0,29%). O Nordeste registrou 34.433 contratações (0,43%), o Centro-Oeste teve 19.617 (0,46%), o Sul abriu 10.453 (0,12%) e o Norte acumulou 9.633 postos (0,40%).
Ao todo, 25 unidades da federação tiveram saldo positivo. São Paulo liderou em volume com 34.981 vagas, seguido por Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Em termos proporcionais, destacaram-se Amapá (1.111), Acre (980) e Mato Grosso (8.258).
Por outro lado, o Espírito Santo teve saldo negativo de 2.259 vagas e o Tocantins fechou 135 postos, enquanto Rondônia registrou o menor saldo positivo, adicionando 108 empregos.
Salário de admissão e perfil dos trabalhadores
O salário médio real de admissão atingiu R$ 2.404,34 no mês de junho, o que representa um ganho real de R$ 16,90 frente ao mês anterior.
Na divisão por idade, os jovens de 18 a 24 anos responderam por 100.597 postos e os adolescentes de até 17 anos por 24.833. O grupo de 25 a 29 anos obteve 13.007 vagas, enquanto a faixa de 30 anos ou mais somou 6.724 contratações.
Em relação à cor ou raça, os trabalhadores pardos lideraram o saldo com 106.176 vagas, seguidos por brancos (28.636) e pretos (20.199).
Desempenho comparativo e análise econômica
Apesar do resultado positivo, o índice ficou abaixo do registrado em junho do ano anterior, quando foram abertas 161.999 oportunidades formais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu essa desaceleração à política monetária praticada pelo Banco Central (BC). Segundo ele, a manutenção dos juros elevados desacelera a atividade econômica nacional.
A taxa básica de juros (Selic) sofreu uma redução recente de 0,25 ponto percentual, fixando-se em 14,25% ao ano. Para Marinho, a desaceleração observada é um reflexo direto da "contradição dos juros".
Além disso, o ministro citou fatores externos como determinantes para a margem de crescimento, entre eles as tarifas comerciais aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros e os conflitos geopolíticos globais.
Marinho ressaltou que, considerando os juros altos, a política tarifária norte-americana e a instabilidade no mercado internacional de petróleo causada por guerras, o saldo do mês continua sendo expressivo.
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