A defesa do ex-presidente apresentou nesta sexta-feira (24) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra as restrições impostas na prisão domiciliar de Bolsonaro, que impedem o recebimento de visitas pelo período de 30 dias.

Origem das restrições

A medida cautelar foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta do pai. O ex-mandatário já possuía a proibição expressa de se manifestar na internet, inclusive por meio de terceiros.

Além da suspensão de visitas, o magistrado vedou encontros com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro. A decisão também proíbe a divulgação de manifestos políticos por qualquer meio de comunicação.

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Argumentação da defesa

No pedido enviado à Suprema Corte, os advogados sustentam que as restrições extrapolam a execução penal. A equipe jurídica argumenta que as liberdades constitucionais de pensamento e de manifestação de ideias não podem ser anuladas devido à condenação.

Segundo a defesa, a ordem "termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição". Os advogados apontam que a medida converte a execução penal em um "instrumento de limitação ideológica", resultado incompatível com o regime das liberdades públicas.

Histórico do caso

No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre trama golpista. Após passar por uma cirurgia, recebeu autorização para cumprir pena em prisão domiciliar, onde atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil